Magistrados Federais mineiros suspendem atividades em adesão ao movimento reivindicatório nacional

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Magistrados da Justiça Federal e da Justiça do Trabalho em Minas Gerais realizaram paralisação em suas atividades e reuniram-se, durante os dias 07 e 08 de novembro, em adesão à mobilização nacional das classes, que visa a reposição das perdas do subsídio e a valorização da carreira. As perdas remuneratórias somam 28,86% desde 2005, quando foi adotado o regime de subsídio em parcela única.  Os juízes também não participarão da Semana Nacional de Conciliação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 07 a 14 de novembro, dando seqüência ao protesto reivindicatório.

De acordo com o presidente da Associação dos Juízes Federais de Minas Gerais (Ajufemg), José Carlos Machado, “a magistratura tem sido desrespeitada, nos  últimos anos quanto a regra constitucional  relativa ao reajuste na sua renumeração. Um Poder Judiciário enfraquecido é um risco extraordinário para a democracia e a para a república”.
A organização da carreira é também alvo de descontentamento por parte dos juízes. Para o delegado da Associação dos Juízes Federais (Ajufe) em Minas Gerais, Wesley Wadim Passos, “depois dos subsídios a política de carreiras acabou comprometida. O juiz com 30 anos de atuação tem o mesmo nível de atenção que o recém empossado. Precisamos criar incentivos para a evolução na carreira”.

E a união entre os magistrados em torno da causa foi comemorada pelos presentes. “Esta é uma excelente oportunidade de integração para que nós possamos, além de obter êxito em nossa reivindicação atual, estarmos ainda mais atuantes no sentido de valorizar a magistratura, desmerecida por movimentação atualmente existente, com notícias na mídia que generalizam situações que são absolutamente pontuais, no caso da Justiça Federal e a Justiça do Trabalho”, destacou a presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 3ª Região (Amatra 3), Jaqueline Prado Casagrande.

Ao final das reuniões (que ocorreram na manhã do dia 07 de novembro no Foro Trabalhista de Belo Horizonte e na tarde do dia 08 na sede da Justiça Federal de Minas Gerais) foi aprovada a divulgação da “Carta de Minas Gerais”, com conteúdo esclarecedor e posicionamento dos magistrados.



Sandro Starling

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